Curiosidades

Mídias sociais: sujeitos, objetos ou depende do caso?

Discussão sobre as mídias sociais: isso sim dá pano para manga. Pode ser no bar, no almoço, com o cliente ou entre os colegas, há sempre opiniões diversas sobre o tema. Acredito eu que por ser uma coisa nova e, consequentemente, desconhecida.

Imagem retirada do Carnet de Notes

Você acha que o Twitter, Facebook, blogs são meros meios de diversão? Acredita que isso é besteira de quem tem tempo a perder? Acredita que é uma ferramenta importantíssima que pode juntar pessoas, criar revoluções e mudar o mundo? Ou ainda, nenhuma dessas opções?

Veja esse trecho retirado do Carnet de Notes, do André Lemos:

“Para compreender o papel do Twitter, do Facebook, dos celulares e Blogs nos atuais levantes nos países árabes, e para afirmar no final que eles são agentes que produziram as atuais revoluções, vou sustentar aqui (um work in progress como um exercício baseado na metafísica de Bruno Latour e sua Teoria Ator-Rede – Actor-Network Theory – ANT) que:

1. Não há essência ou imanência;
 2. Toda agência depende da associação em causa e;
 3. Agentes não-humanos não são entidades passivas.

Um martelo, um computador, leis e normas, um telefone celular, um blog, o Twitter ou o Facebook não são ferramentas, meios, intermediários, por um lado, ou agentes, mediadores, tradutores, atores, por outro. A ANT sustenta que não há essência, e que os “objetos” citados podem exercer um ou outro papel a depender das associações criadas. Para evitar pensar os agentes apenas como humanos, a ANT prefere o termo “actante” que, vindo da semiótica greimasiana, remete a tudo aquilo que gera ação. Portanto, não há essência, e actantes humanos e não-humanos assumem determinados papéis a depender das associações que se constituem em determinada ação. Se não há ação, não há nada e eles não são “actantes”. Por exemplo, cartas e bilhetes foram actantes não-humanos importantes em eventos e guerras passadas (na Grécia, na Primeira Guerra Mundial, nas revoluções políticas do século XX, etc.). O mesmo podemos dizer do rádio e da TV. Em alguns momentos são meros intermediários (não modificam outros agentes e não produzem diferenças), em outros, são actantes, agentes produzindo diferenças, ações (pode ser um martelo, um computador, um artigo científico, uma lei…).”

Tem uma opinião formada sobre o assunto? Conte-nos.

Juliana Camargo

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